Schopenhauer diz que a metáfora é uma bela forma de fazer os outros visualizarem aquilo que o escritor quer dizer. Também acho o mesmo, meu pai apesar de ter se formado na faculdade foi uma pessoa que saiu de um lugar muito pobre e que teve uma educação pobre sempre fala em metáforas. Quase sempre futebolísticas…
Bem vou usar uma metáfora naturalística se assim pode dizer. Estou igual à um passarinho quando começa a aprender a voar e tem que sair do ninho: sem lugar ainda para ficar, insegura quanto a voar e com vontade de construir outro ninho em que possa se estabelecer.
Saí do meu ninho, estou tentando lidar com a vida fora do conforto de morar em um lugar tranquilo e ter quem faça as coisas por mim. Agora, ainda não sinto-me em casa, me atrapalho em tentar fazer as coisas por mim mesmo e às vezes desanimo por ter tanta coisa por fazer.
Minha casa não é minha casa e por isso às vezes a solidão me acompanha…sei que tenho com quem contar, sei que isso é passageiro, mas esta é a realidade.
Quanto à segurança no vôo, nunca tive segurança na capacidade que tenho. Preciso desenvolver isso, porém está chegando um momento que preciso me tornar adulta e portanto confiar em minhas capacidades.
Tambpem tenho vontade de contruir um outro ninho, mas isso fica para a próxima confissão.