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Como você vê a vida?
Esta pergunta pode parecer estranha, porém é extremamente importante para você saber como a vida vai se apresentar a você.
Quer um exemplo: Tenho uma irmã que vê as coisas como se fossem um parque de diversões, não que ela não encare as coisas com seriedade, mas ela faz com que até as coisas mais difíceis se tornem uma piada para ser contada depois. É a minha diretora de novelas mexicana, tudo é extremamente exagerado e prodigioso…
Já meu pai, come, dorme e sonha com plantas. Respira aquilo que trabalha, tanto que sonha com os projetos que ele está pondo no papel, com as soluções para os problemas que enfrenta…quando não sonha que está voando.
Há um casal de amigos meus que tenho certeza absoluta que a vida deles, se já não é, vai se tornar uma grande música. Não uma ópera, que normalmente possui um final trágico, mas um musical, daqueles de Hollywood.
Por fim, há uma pessoa muito especial que o mundo dele está sendo construído por letras. Letras gramática, letras literatura, letras outras línguas…ele ainda não sabe, mas há um imenso mundo à sua espera que pode ser construído através da literatura, lendo ou escrevendo e visitado através das línguas estrangeiras….espero que descortine aquilo que a vida está lhe reservando.
Falo isso porque acabei de assistir a “A mágica loja de brinquedos”. Para quem quer assistir, pode deixar que não vou contar o enredo, há apenas algumas coisas importantes para dizer.
Primeiro, a personagem Molly foi uma promessa musical quando criança e agora trabalha em uma loja de brinquedos, gosta muito do trabalho, porém possui uma frustração: não conseguir escrever sua primeira composição musical. Passa o dia dedilhando uma melodia que nunca sai, acredita que a loja de brinquedos que ela trabalha é mágica, mas não acredita em seu potencial.
Bem, aqui vamos por partes. Primeiro, há crianças que se tornam promessas para muitas coisas, mas se tornam adultos frustrados. Eu, por exemplo, era considerada o “gênio” da família, ainda sou, porém não me considero gênio de nada. Não que a personagem perdeu o gosto pela música, ao contrário, ela ainda continua tentando compor, mais como eu, a gente acaba se perdendo quando crescemos.
O filme, como toda produção americana acaba bem…sabe o porquê? Porque ela passa a enxergar que existe mágica na vida dela e que ela é capaz de transformar as coisas, principalmente ela mesma. Quando ela volta à loja, a cena une tanto a música, todos os brinquedos que ela toca são “magicamente”ativados e tudo acontece como se fosse uma composição musical. É como no livro “O Mundo de Sofia”, se você coloca um óculos com lentes cor-de-rosa, tudo a sua volta passa a ser cor-de-rosa. Na verdade o que ela esperava é que alguma coisa de brilhante saisse dela, ainda comenta se há o brilho nos olhos daquelas pessoas que estão para construir algo brilhante, o que ela acho é que já havia algo de brilhante na vida dela, o que faltava era só olhar para poder enxergar.
Que bonito!